Felicidade
Quase sempre é difícil te encontrar.
Impossível saber na verdade onde estás!
Sentir-te é sempre sobre medida,
De forma intensa, porém contida;
Enche, de forma a nunca se transbordar.
Esporadicamente povoas os corações,
Com silente efemeridade e fugaz emoções;
Como soprar da brisa ou o passar de um vento;
De forma leve, muito embora intenso!
Foges rápido pra outra vez voltar.
Esperançosa e frêmita satisfação que apraz;
Fugidia presença e prazer assaz.
É o puro sorriso no olhar da criança,
O prazer da mão que no berço o balança;
De forma resignada, esperança contumaz.
Enuncia-te nas coisas simples ou apoteótica.
Em sua multiformidade não há lógica!
Apresenta-te ao abastado que sente tua ausência.
E àquele de uma vida simples, que te pede clemência;
O tempo necessário de o fazer calar.
Felicidade vai sempre embora!
Sempre da alma de quem sempre chora.
Diz-me, quando virás pra me fazeres sorrir?
Pra que eu te prenda quando estiveres aqui;
E nunca mais, outra vez, sinta saudades de ti.

Do Melhor
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